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quarta-feira, maio 11, 2022

Até um dia meu amigo Shaka!


 Hoje, meu amigo Shaka, a mensagem é para ti.
Partiste há pouco, cerca das 13,15h de hoje dia 11 de Maio de 2022, depois de muito sofrimento que só tu poderias avaliar mas que nós que te acompanhávamos percebíamos.

Tal como a Maia vieram preencher durante os cerca dos onze anos que connosco viveram um espaço tão importante nas nossas vidas que talvez não se tivessem dado conta. Foram ponto de equilíbrio de duas vidas feridas pelo que a vida nos fizera viver, foram, em certas alturas, a razão da união que perdurou e que se consolidou e nos fez mais unidos naquilo que hoje somos como casal. Bem hajam!


Tu, particularmente sofreste muito. Antes de nos conhecerem certamente passaram maus tratos e o Vosso pânico inicial para com estranhos disso foi prova. No teu caso, foi também a fratura da pata esquerda por te atirares de um primeiro andar te fez ficar sempre com as mazelas desse acidente. Depois, e nos últimos meses, a doença que te fragilizou e te fez sofrer dores inimagináveis.

Mas outras características Vos unia. A doçura, lealdade e bondade que nunca encontrei em outro qualquer animal que tivesse tido. Vocês foram únicos ..., mas gaita, deviam viver muito mais tempo! 

Agora que as dores passaram e a velhice já não Vos pesa os dois juntaram-se no céu do Cães e a doideira antiga deve ter voltado. Estou a imaginá-los a correr estrada fora, eu a chamá-los e vocês felizes da vida sem me ligarem nenhuma a correr como se a estrada não tivesse fim...

É assim que me irei recordar sempre dos dois! Até sempre Shaka, dá um abraço forte à Maia!

Choro a Vossa ausência...

terça-feira, janeiro 04, 2022

Até sempre querida Maia...


 Até sempre querida Maia...
Esta doçura em 1º plano é a minha Maia!
Fez em Setembro passado dez anos que, tal como o Shaka na foto atrás de si, vieram ocupar um lugar nas nossas vidas.
Hoje, às 14 horas com a dignidade merecida foi "adormecida" pois o seu sofrimento já não era suportável, a ela principalmente, e a nós uma dor de alma. Foi algo que nos custou imenso mas que, pelo amor que lhe temos e tivemos, devíamos-lhe esse ato de piedade.
Recordar os dez anos ao nosso lado, traz-me memórias infindáveis de ternura de travessuras de maluquices mas de muito amor acima de tudo, sempre ao lado do Shaka (que amor incondicional entre os dois...).
Recordo o dia em que os recebemos. Estavam para adoção num site da net para os lados das Caldas da Rainha e o seu porte e cor de ouro fez-nos inclinar por ela e propusemos a sua adoção. A resposta era que para adotarmos um teríamos de adotar os dois pois eram muito ligados e não os queriam separar. Achámos que era uma forma de assim conseguirem a adoção de dois em vez de um! A vida provou a veracidade daqueles voluntários, recordo a D. Fernanda Nazaré que no-los veio trazer a casa em Setembro de 2011.
Chegaram completamente amedrontados, enfiaram-se debaixo da nossa cama em pânico, imagino o que terão passado naqueles que terão sido os seus dois primeiros anos, que, segundo nos disseram deveria ser a sua idade. A pouco e pouco foram-se habituando a nós embora na rua se amedrontassem com outras pessoas dado o pânico que ainda sentiam. O tempo foi passando e a confiança e o amor que sempre lhes dedicámos fizeram que se tornassem mais sociáveis e perdessem o medo a estranhos.
Muitas "estórias" haveria para contar, recordo uma cerca de dois meses após a adoção, num passeio higiénico noturno ouvirmos um latir que vinha de um contentor do lixo, na verdade quem ouviu primeiro foi a Maia. Fomos verificar e num saco de plástico estavam dois cachorrinhos recém nascidos, um infelizmente já sem vida. Recolhemos a sobrevivente e salvamo-la, mas estamos certos que sem a dedicação e instinto maternal da Maia não teria sobrevivido.
Nestes dez anos, até recentemente, foram sempre os meus companheiros de corrida e caminhadas. Desde há alguns meses a esta parte contudo as suas forças deixaram de permitir que me acompanhassem, para mágoa e minha e deles.
A Maia começou a evidenciar há algum tempo alguma fragilidade em especial nos membros posteriores, por vezes caía mas nada que não permitisse ter uma vida embora já com os problemas da idade perfeitamente normal. Contudo de forma galopante começou a emagrecer e no espaço de uma semana perdeu o andar, peso e apetite. Nos últimos dois dias ficava prostrada naquele que seria o seu leito de morte . O Shaka esteve sempre atento a seu lado e terá de ter a nossa atenção nos próximos dias pois terá certamente o seu luto igual ou maior que o nosso!
Queremos agradecer, eu e minha mulher, à Xiravet na pessoa do Dr. Carlos Vitorino a forma como deu por fim com dignidade ao sofrimento da nossa Maia. Também à Drª Teresa que sempre a acompanhou. Um bem haja!!!
À nossa Maia a saudade que já é muita eternamente gratos pelo amor que nos destes nestes tão curtos dez anos! Descansa em paz e se há vida para além desta, olha por nós todos. És mais uma das nossas estrelinhas!
Foste um AMOR!!!