Esta foi aquela que desde há alguns anos adotei como minha, a letra reflete o que eu fiz da minha vida, e à minha maneira. "regrets i had a few!!!"
My Way Frank Sinatra
Eu vivi uma vida que foi cheia. Viajei por cada e todas as estradas. E mais, muito mais que isso, Eu fi-lo à minha maneira...
Esta foi aquela que desde há alguns anos adotei como minha, a letra reflete o que eu fiz da minha vida, e à minha maneira. "regrets i had a few!!!"
My Way Frank Sinatra
Volto a França de onde as minhas memórias musicais estarão sempre presentes.
Trago desta vez um cantor que hei-de trazer mais vezes, Charles Aznavour e uma canção que hoje nos meus 73 anos traduz muito do que foi ou poderia ter sido a minha vida.
Hier Encore
The House of Rising Sun!
Para aí nos meus 12 anos ouvi esta canção tocada por um grupo musical, à época dito Conjunto, no Cine Benguela. Depois ouvi-a nos gira-discos de casa e dos amigos. Uma letra triste e dramática mas poderosa, talvez por isso mesmo.
Ainda em Francês
Et Maintenant, Gilbert Becaud
No tempo em que os artistas se sabiam vestir!
Hoje começo um novo tópico, em que vou partilhar diariamente uma música das minhas de sempre.
Vou começar com Alain Barriere e Ma Vie.
Como o tempo passa....
Escrevi a minha última publicação neste espaço só meu já vai para lá de um ano. Prometo sempre que vou ser mais assíduo mas depois os dias passam, a rotina é a mesma, muitos planos para cumprir, mas depois... o marasmo do quotidiano. Sinto-me apático, quem sabe deprimido, sei lá! Digo que vou ser mais ativo, fazer mais exercício para além das caminhadas com os meus cães, andar mais de bicicleta, agora até compre uma moto mas não tenho andado muito, o tempo também tem estado maus, muita chuva e já vamos maio adentro.
Hoje fico por aqui.
Passaram-se mais de oito meses desde que partilhei qualquer coisa neste meu espaço. Em conversa com o meu professor de canto Filipe de Moura na passado 2ª feira, por outro motivo falámos de blog's, e lembrei-me deste meu cantinho. Recordei então que provavelmente estaria quase a completar 20 anos desde que o criei em 2005 e é verdade, fará em Julho essa bonita idade.
Estou perto de completar setenta e dois anos de idade e reconheço que quando cheguei aos setenta caí na realidade de que a vida entrou naquela fase que inevitavelmente se aproxima a passos largos da reta final, é a vida, mas tenho pena porque amo muito viver e tenho ainda sonhos que certamente não os viverei e isso tem-me gerado uma situação de alguma revolta e tristeza que se reflete no meu dia. Reconheço que me tenho isolado dos convívios que antes me criavam momentos de sociabilização e refugio-me em casa.
O facto de ter dois cães ainda jovens e de porte grande obrigam-me diariamente a fazer caminhadas e constato que ainda bem que assim é, senão o meu isolamento era ainda maior.
À 2ª feira também vou aos ensaios do grupo de canto a que pertenço, Cantares do Vento, e tenho-me obrigado a lá continuar pois é mais um momento de convívio.
Tirando isso a vida é uma rotina quase igual e assim passam os dias, meses e anos.
Há dias melhores claro, vou tentar recuperar desta fase menos boa pois também reconheço que ainda há muito caminha para andar.
Serra de Montejunto e as famosas azedasA ti
Tal como a Maia vieram preencher durante os cerca dos onze anos que connosco viveram um espaço tão importante nas nossas vidas que talvez não se tivessem dado conta. Foram ponto de equilíbrio de duas vidas feridas pelo que a vida nos fizera viver, foram, em certas alturas, a razão da união que perdurou e que se consolidou e nos fez mais unidos naquilo que hoje somos como casal. Bem hajam!
Tu, particularmente sofreste muito. Antes de nos conhecerem certamente passaram maus tratos e o Vosso pânico inicial para com estranhos disso foi prova. No teu caso, foi também a fratura da pata esquerda por te atirares de um primeiro andar te fez ficar sempre com as mazelas desse acidente. Depois, e nos últimos meses, a doença que te fragilizou e te fez sofrer dores inimagináveis.
Mas outras características Vos unia. A doçura, lealdade e bondade que nunca encontrei em outro qualquer animal que tivesse tido. Vocês foram únicos ..., mas gaita, deviam viver muito mais tempo!
Agora que as dores passaram e a velhice já não Vos pesa os dois juntaram-se no céu do Cães e a doideira antiga deve ter voltado. Estou a imaginá-los a correr estrada fora, eu a chamá-los e vocês felizes da vida sem me ligarem nenhuma a correr como se a estrada não tivesse fim...
É assim que me irei recordar sempre dos dois! Até sempre Shaka, dá um abraço forte à Maia!
Choro a Vossa ausência...
Há dias publiquei uma foto cujo título era "em reflexão" que foi entendido
por muitos que refletia pela minha decisão no voto de ontem dia 26 de Setembro.
Não, por aí não havia motivo de reflexão, estava perfeitamente convicto no que
se seria o meu voto. Iria e votei PS sem quaisquer dúvidas.
Refletia e fazia o balanço da vida que me foi
proporcionada até hoje com o privilégio de já ter vivido sessenta e oito anos o
que a muitos infelizmente não é permitido.
Os meus últimos dez anos foram vividos na terra
dos meus ascendentes por parte de minha Mãe, Cabanas do Chão, e mais
recentemente na origem do meu apelido Martins, Cabanas de Torres.
Antes porém não esqueço (como poderia
esquecê-lo!) a terra onde nasci, Angola, onde cresci e me fiz homem e que por
isso será para sempre a minha primeira Terra, onde fui criança, adolescente, homem, que fiz
amigos que até hoje guardo no coração, onde conheci a 1ª namorada, as
futeboladas que começavam quando o dia nascia e acabavam quando a noite se
punha. O Motocross que fiz com paixão! África minha como esquecer-te!!!
Isto a propósito da reflexão que entendi
fazê-lo neste fim-de-semana.
Aqui, na nossa Freguesia e particularmente em Cabanas
do Chão, fiz parte desde 2015 dos corpos sociais do Centro de Instrução Musical
e Recreio de Cabanas do Chão, primeiro como Presidente da mesa de Assembleia
Geral e nos últimos dois anos como Presidente de Direção. No aspeto associativo
foram anos de muita luta, muitas vezes desmotivantes pela ausência de apoio da população
e porque não dizê-lo mesmo por parte de alguns elementos diretivos. A 19 de
Setembro foi eleito uma nova comissão que espero levem a bom porto os destinos
da coletividade pois deixamo-la a navegar em águas mansas e com o leme bem
definido assim o mantenham e apanhem ventos de feição. Lamento contudo o pouco apoio de muitos que poderiam ter colaborado mais ativamente cuja imagem que guardo me deixe, porque não dizê-lo, magoado, e por aqui me fico!
Contudo hoje nasce uma nova etapa da minha
vida, irei presidir com muita honra a Assembleia Geral da União de Freguesias
de Abrigada e Cabanas de Torres cargo que tentarei exercer sempre com o
espirito de servir o melhor possível os nossos fregueses e que, quando dentro de quatro anos
terminar o meu mandato me faça sentir de consciência tranquila.
Dentro daquela reflexão que aludi há um aspeto a
ter em conta, o politicamente correto provavelmente cada vez mais tende a desparecer da minha personalidade.
Desculpem o meu longo texto e contem comigo!