Acerca de mim

A minha foto
Algures por aí, Cabanas de Torres, Portugal

sábado, maio 16, 2026

As minhas músicas intemporais! nº 5

 Esta foi aquela que desde há alguns anos adotei como minha, a letra reflete o que eu fiz da minha vida, e à minha maneira. "regrets i had a few!!!"

My Way Frank Sinatra



quinta-feira, maio 14, 2026

As minhas músicas intemporais! nº 4

 Volto a França de onde as minhas memórias musicais estarão sempre presentes.

Trago desta vez um cantor que hei-de trazer mais vezes, Charles Aznavour e uma canção que hoje nos meus 73 anos traduz muito do que foi ou poderia ter sido a minha vida.

Hier Encore




quarta-feira, maio 13, 2026

As minhas músicas intemporais! nº 3

The House of Rising Sun!

 Para aí nos meus 12 anos ouvi esta canção tocada por um grupo musical, à época dito Conjunto, no Cine Benguela. Depois ouvi-a nos gira-discos de casa e dos amigos. Uma letra triste e dramática mas poderosa, talvez por isso mesmo.





terça-feira, maio 12, 2026

segunda-feira, maio 11, 2026

As minhas músicas intemporais!

 Hoje começo um novo tópico, em que vou partilhar diariamente uma música das minhas de sempre.

Vou começar com Alain Barriere e Ma Vie. 





Como o tempo passa...

 Como o tempo passa....
Escrevi a minha última publicação neste espaço só meu já vai para lá de um ano. Prometo sempre que vou ser mais assíduo mas depois os dias passam, a rotina é a mesma, muitos planos para cumprir, mas depois... o marasmo do quotidiano. Sinto-me apático, quem sabe deprimido, sei lá! Digo que vou ser mais ativo, fazer mais exercício para além das caminhadas com os meus cães, andar mais de bicicleta, agora até compre uma moto mas não tenho andado muito, o tempo também tem estado maus, muita chuva e já vamos maio adentro. 
Hoje fico por aqui.


quarta-feira, fevereiro 12, 2025

Refletindo

 Passaram-se mais de oito meses desde que partilhei qualquer coisa neste meu espaço. Em conversa com o meu professor de canto Filipe de Moura na passado 2ª feira, por outro motivo falámos de blog's, e lembrei-me deste meu cantinho. Recordei então que provavelmente estaria quase a completar 20 anos desde que o criei em 2005 e é verdade, fará em Julho essa bonita idade.

Estou perto de completar setenta e dois anos de idade e reconheço que quando cheguei aos setenta caí na realidade de que a vida entrou naquela fase que inevitavelmente se aproxima a passos largos da reta final, é a vida, mas tenho pena porque amo muito viver e tenho ainda sonhos que certamente não os viverei e isso tem-me gerado uma situação de alguma revolta e tristeza que se reflete no meu dia. Reconheço que me tenho isolado dos convívios que antes me criavam momentos de sociabilização e refugio-me em casa.

O facto de ter dois cães ainda jovens e de porte grande obrigam-me diariamente a fazer caminhadas e constato que ainda bem que assim é, senão o meu isolamento era ainda maior.

À 2ª feira também vou aos ensaios do grupo de canto a que pertenço, Cantares do Vento, e tenho-me obrigado a lá continuar pois é mais um momento de convívio.

Tirando isso a vida é uma rotina quase igual e assim passam os dias, meses e anos.

Há dias melhores claro, vou tentar recuperar desta fase menos boa pois também reconheço que ainda há muito caminha para andar.

                                                      Serra de Montejunto e as famosas azedas

terça-feira, fevereiro 11, 2025

TUNA do CIMRCC



 Recordo com alguma nostalgia o projeto que integrei desde Julho de 2018 até Agosto de 2023.





terça-feira, maio 07, 2024

Regresso aos anos 70 do século passado para recordar esta canção que me traz memórias das "farras" de garagem como se dizia na minha Angola ou bailes como se diz em Portugal. Quantas vezes a dancei e se calhar ao ouvido terei feito juras de amor.

 

domingo, janeiro 08, 2023

A Ti

 A ti

Os teus olhos são dois espelhos
Que me mostram como és
São duas luzes que me iluminam
Em dias de tormenta e dor
São o reflexo da alma
Minha e tua,
A fonte que me ilumina
Em dias de esplendor e luz
em dias de tempestade
Quando tudo parece nada
E quando tudo é o infinito
Quando ontem é nostalgia
O hoje a noite e o amanhã o incerto
Mas também,
agora, ainda e sempre
O ontem passado,
O hoje seguro
E o amanhã de esperança
São assim os teus olhos
Que me acalmam e seguram
Que me alimentam a esperança,
São os teus olhos…meu amor!
José Vieira
08/01/2016

quarta-feira, maio 11, 2022

Até um dia meu amigo Shaka!


 Hoje, meu amigo Shaka, a mensagem é para ti.
Partiste há pouco, cerca das 13,15h de hoje dia 11 de Maio de 2022, depois de muito sofrimento que só tu poderias avaliar mas que nós que te acompanhávamos percebíamos.

Tal como a Maia vieram preencher durante os cerca dos onze anos que connosco viveram um espaço tão importante nas nossas vidas que talvez não se tivessem dado conta. Foram ponto de equilíbrio de duas vidas feridas pelo que a vida nos fizera viver, foram, em certas alturas, a razão da união que perdurou e que se consolidou e nos fez mais unidos naquilo que hoje somos como casal. Bem hajam!


Tu, particularmente sofreste muito. Antes de nos conhecerem certamente passaram maus tratos e o Vosso pânico inicial para com estranhos disso foi prova. No teu caso, foi também a fratura da pata esquerda por te atirares de um primeiro andar te fez ficar sempre com as mazelas desse acidente. Depois, e nos últimos meses, a doença que te fragilizou e te fez sofrer dores inimagináveis.

Mas outras características Vos unia. A doçura, lealdade e bondade que nunca encontrei em outro qualquer animal que tivesse tido. Vocês foram únicos ..., mas gaita, deviam viver muito mais tempo! 

Agora que as dores passaram e a velhice já não Vos pesa os dois juntaram-se no céu do Cães e a doideira antiga deve ter voltado. Estou a imaginá-los a correr estrada fora, eu a chamá-los e vocês felizes da vida sem me ligarem nenhuma a correr como se a estrada não tivesse fim...

É assim que me irei recordar sempre dos dois! Até sempre Shaka, dá um abraço forte à Maia!

Choro a Vossa ausência...

terça-feira, janeiro 04, 2022

Até sempre querida Maia...


 Até sempre querida Maia...
Esta doçura em 1º plano é a minha Maia!
Fez em Setembro passado dez anos que, tal como o Shaka na foto atrás de si, vieram ocupar um lugar nas nossas vidas.
Hoje, às 14 horas com a dignidade merecida foi "adormecida" pois o seu sofrimento já não era suportável, a ela principalmente, e a nós uma dor de alma. Foi algo que nos custou imenso mas que, pelo amor que lhe temos e tivemos, devíamos-lhe esse ato de piedade.
Recordar os dez anos ao nosso lado, traz-me memórias infindáveis de ternura de travessuras de maluquices mas de muito amor acima de tudo, sempre ao lado do Shaka (que amor incondicional entre os dois...).
Recordo o dia em que os recebemos. Estavam para adoção num site da net para os lados das Caldas da Rainha e o seu porte e cor de ouro fez-nos inclinar por ela e propusemos a sua adoção. A resposta era que para adotarmos um teríamos de adotar os dois pois eram muito ligados e não os queriam separar. Achámos que era uma forma de assim conseguirem a adoção de dois em vez de um! A vida provou a veracidade daqueles voluntários, recordo a D. Fernanda Nazaré que no-los veio trazer a casa em Setembro de 2011.
Chegaram completamente amedrontados, enfiaram-se debaixo da nossa cama em pânico, imagino o que terão passado naqueles que terão sido os seus dois primeiros anos, que, segundo nos disseram deveria ser a sua idade. A pouco e pouco foram-se habituando a nós embora na rua se amedrontassem com outras pessoas dado o pânico que ainda sentiam. O tempo foi passando e a confiança e o amor que sempre lhes dedicámos fizeram que se tornassem mais sociáveis e perdessem o medo a estranhos.
Muitas "estórias" haveria para contar, recordo uma cerca de dois meses após a adoção, num passeio higiénico noturno ouvirmos um latir que vinha de um contentor do lixo, na verdade quem ouviu primeiro foi a Maia. Fomos verificar e num saco de plástico estavam dois cachorrinhos recém nascidos, um infelizmente já sem vida. Recolhemos a sobrevivente e salvamo-la, mas estamos certos que sem a dedicação e instinto maternal da Maia não teria sobrevivido.
Nestes dez anos, até recentemente, foram sempre os meus companheiros de corrida e caminhadas. Desde há alguns meses a esta parte contudo as suas forças deixaram de permitir que me acompanhassem, para mágoa e minha e deles.
A Maia começou a evidenciar há algum tempo alguma fragilidade em especial nos membros posteriores, por vezes caía mas nada que não permitisse ter uma vida embora já com os problemas da idade perfeitamente normal. Contudo de forma galopante começou a emagrecer e no espaço de uma semana perdeu o andar, peso e apetite. Nos últimos dois dias ficava prostrada naquele que seria o seu leito de morte . O Shaka esteve sempre atento a seu lado e terá de ter a nossa atenção nos próximos dias pois terá certamente o seu luto igual ou maior que o nosso!
Queremos agradecer, eu e minha mulher, à Xiravet na pessoa do Dr. Carlos Vitorino a forma como deu por fim com dignidade ao sofrimento da nossa Maia. Também à Drª Teresa que sempre a acompanhou. Um bem haja!!!
À nossa Maia a saudade que já é muita eternamente gratos pelo amor que nos destes nestes tão curtos dez anos! Descansa em paz e se há vida para além desta, olha por nós todos. És mais uma das nossas estrelinhas!
Foste um AMOR!!!


quinta-feira, setembro 30, 2021

A Lista


 Hoje enquanto caminhava ouvi esta canção da minha playlist. Meditei na letra e bateu uma nostalgia da verdade que ela encerra. Partilho convosco.

Sejam felizes, a vida é curta, desfrutem-na e vivam o momento.

segunda-feira, setembro 27, 2021

Após reflexão

 


Há dias publiquei uma foto cujo título era "em reflexão" que foi entendido por muitos que refletia pela minha decisão no voto de ontem dia 26 de Setembro. Não, por aí não havia motivo de reflexão, estava perfeitamente convicto no que se seria o meu voto. Iria e votei PS sem quaisquer dúvidas.

Refletia e fazia o balanço da vida que me foi proporcionada até hoje com o privilégio de já ter vivido sessenta e oito anos o que a muitos infelizmente não é permitido.

Os meus últimos dez anos foram vividos na terra dos meus ascendentes por parte de minha Mãe, Cabanas do Chão, e mais recentemente na origem do meu apelido Martins, Cabanas de Torres.

Antes porém não esqueço (como poderia esquecê-lo!) a terra onde nasci, Angola, onde cresci e me fiz homem e que por isso será para sempre a minha primeira Terra, onde fui criança, adolescente, homem, que fiz amigos que até hoje guardo no coração, onde conheci a 1ª namorada, as futeboladas que começavam quando o dia nascia e acabavam quando a noite se punha. O Motocross que fiz com paixão! África minha como esquecer-te!!!

Isto a propósito da reflexão que entendi fazê-lo neste fim-de-semana.

Aqui, na nossa Freguesia e particularmente em Cabanas do Chão, fiz parte desde 2015 dos corpos sociais do Centro de Instrução Musical e Recreio de Cabanas do Chão, primeiro como Presidente da mesa de Assembleia Geral e nos últimos dois anos como Presidente de Direção. No aspeto associativo foram anos de muita luta, muitas vezes desmotivantes pela ausência de apoio da população e porque não dizê-lo mesmo por parte de alguns elementos diretivos. A 19 de Setembro foi eleito uma nova comissão que espero levem a bom porto os destinos da coletividade pois deixamo-la a navegar em águas mansas e com o leme bem definido assim o mantenham e apanhem ventos de feição. Lamento contudo o pouco apoio de muitos que poderiam ter colaborado mais ativamente cuja imagem que guardo me deixe, porque não dizê-lo, magoado, e por aqui me fico!

Contudo hoje nasce uma nova etapa da minha vida, irei presidir com muita honra a Assembleia Geral da União de Freguesias de Abrigada e Cabanas de Torres cargo que tentarei exercer sempre com o espirito de  servir o melhor possível os nossos fregueses e que, quando dentro de quatro anos terminar o meu mandato me faça sentir de consciência tranquila.

Dentro daquela reflexão que aludi há um aspeto a ter em conta, o politicamente correto provavelmente cada vez mais tende a desparecer da minha personalidade.

Desculpem o meu longo texto e contem comigo!

terça-feira, setembro 07, 2021

 “Há dias que acordamos plenos de energia e com vontade de mudar o mundo, outros, sombrios, tristes, sem energia e com a perceção que falhámos naquilo que deveríamos ter sido para bem de quem nos rodeia.

Também dias em que nos questionamos se terá valido a pena perdermos tempo em combates contra moinhos de ventos tal como escreveu Miguel de Cervantes”



terça-feira, abril 14, 2020

Confinado

Passam os dias, os meses, os anos e este canto mantém-se para avivar memórias e estados de alma. A vida corre, muda, transforma-se e faço questão de voltar com mais assiduidade, mas por isto e por aquilo vai ficando para depois.

É verdade, fiz sábado sessenta  sete anos! Como o tempo corre! Parece que foi ontem que brincava com os meus Diki Toys e andava de patins pelos passeios da minha Luanda.

Ah! estou finalmente reformado desde Setembro de 2019 e embora mantendo ainda as minhas ligações aos meus clientes de Seguros e consultoria vou paulatinamente desacelerando destas minhas tarefas. Também ainda como presidente do CIMR mas com a vontade de logo que seja possível deixar este cargo para me dedicar àquilo que quero fazer apenas nos meus momentos de lazer. Também em Agosto de 2019 mudei de casa, vim para Cabanas de Torres onde habito uma pequena vivenda  que me permite ainda de usufruir de um quintal.

Desde há um mês aproximadamente que Portugal se encontra com uma pandemia do famigerado COVI 19 que à data de hoje já matou só em Portugal 567 pessoas e milhares continuam infectados. Por conselho da DGS devemos manter-mo-nos confinados em casa e com saídas apenas para o essencial, idas à farmácia, supermercados etc. Não me lembro de viver situações desta natureza. Esta pandemia que se iniciou na China em finais de 2019 propagou-se para Itália e daí para o resto da Europa, e está agora pelos quatro continentes a dizimar milhares de pessoas diariamente. Infelizmente há quem não leve isto a sério e para além de se poderem contaminar põe em risco a vida dos outros.




sexta-feira, setembro 21, 2018

Alvorecer no campo...

 
 
 
 
 
Foto que tirei a 17/9/2018 onde moro em Cabanas do Chão, ao nascer do dia. É maravilhoso sentir estes momentos mágicos.Ter o privilégio de assistir ao renovar do ciclo da vida, sentir o orvalho ainda nas folhas do mato ver a vida renascer. comungando com a Mãe Natureza.

terça-feira, junho 26, 2018

Há mais de um ano...

É verdade, há mais de um ano que não passava por este lugar que se mantém firme, que persiste já vai para mais de catorze anos! Mas, como o nome indica é mesmo "à minha maneira", venho quando me lembro e me apetece. É assim.
Os anos vão passando desde que o criei, escrevi, publiquei, transmiti estados de alma, umas vezes com mais animo, outros com menos. As vidas que entretanto me passaram neste tempo deixam-me com a certeza que o tempo é como o queimar de um fósforo. 
Quando "nasceu" estava provavelmente sentado numa loja de produtos capilares que tive em Alenquer, espaço esse hoje à venda e em degradação. Depois voltei para a Madeira, dois anos depois fui para o Porto como responsável a norte de uma Seguradora, separei-me, voltei a casar, três anos depois vim para sul com as mesmas funções nessa Seguradora de onde saí de comum acordo em 2011 dedicando-me depois e até hoje à Mediação de Seguros. Assim estou há sete anos a residir na terra de minha mãe e na casa que foi de meu avô. Onde tenho hoje o meu escritório foi onde vivi quando em 2005 tive a loja em Alenquer…, as voltas que o mundo dá!
Os anos passam, começam a pesar, a vontade e energia também já não é a mesma, aquela dinamismo e sentido aventureiro que sempre foi meu apanágio começa a desvanecer-se, cada vez mais me isolo e sinto a perigosidade desse estado, mas sempre fui muito de ser quem sou e como gosto. Aqueles que amo também os vejo cada vez menos, não sei se culpa minha se deles, quero pensar que não serei o único responsável mas há um sentimento de culpa que me assalta embora o advogado de defesa que tenho dentro de mim reparta as culpas entre mim e eles. 
Lá vou fazendo as minhas caminhadas, algumas corridas pelo campo, acompanhado muitas vezes pelo meus companheiros de quatro patas a quem também já noto que os anos lhes vão pesando embora ainda tenham muita energia em especial quando vêm um gato ou outro cão.
Ah, estou a cerca de quinze meses de me reformar e com a perspetiva de algum desafogo e voltar a ter tempo para passear e quiçá nessa altura a energia e vontade regressem. Esperemos!
Prometo que volto um destes dias.

quinta-feira, janeiro 12, 2017

A propósito da morte de Mário Soares e dos mitos de maldicência


Há gente que nasceu de mente quadrada, e, meus amigos, dificilmente se tornará redonda! Isto a propósito das mentiras que tentam que sejam verdades tantas vezes as prega. Nasci em Angola e lá vivi a minha juventude até 1975, ano em que vim para Portugal por vontade própria, tinha 22 anos. Dessa fase da minha vida deixei amigos que ainda perduram.

Na década de 70 a juventude de Angola teria uma visão mais aberta do mundo, mas abrangente, talvez fruto do calor e do horizonte mais longo, mas a inclusão na sociedade de Portugal gerou choque de mentalidades quando aqui desembocaram. Hoje volvidos mais de quarenta anos constato com tristeza que essas mentalidades pararam no tempo e na maioria até regrediu tal o rol de disparates que assumem como verdadeiro sem se darem ao trabalho deles fazerem uma pesquisa séria.

Da "estória" da bandeira todos sabemos que foi contra informação da PIDE, posteriormente da extrema-direita que usou a máquina de propaganda para difundir a mesma. Cito o artigo do público de 08/01/17 assinado por Pedro Guerreiro que refere o momento em que se criou a mentira;


 

 Sobre a bandeira, tanto se lê que Soares cuspiu sobre o símbolo nacional, como que o pisou ou mesmo que o queimou. O incidente teria ocorrido durante uma manifestação em Londres, em Julho de 1973, organizada para contestar a visita de Marcello Caetano ao Reino Unido. Na manifestação, cujos registos são públicos, participaram socialistas e comunistas portugueses e uma miríade de movimentos britânicos de oposição à colonização lusa em África e também ao apartheid. Mas não há registos da suposta profanação do símbolo nacional e muito menos do envolvimento de Soares no ato. O próprio o nega em entrevista a Maria João Avillez (tornada em livro em Mário Soares: Ditadura e Revolução): “Um patriota e um republicano, como eu sou e sempre fui, nunca iria pisar a bandeira da República, que nunca foi a bandeira do salazarismo”. A história, dizia, era uma “imbecilidade”. (Público 08/01/17)

 

A outra “estória” tem a ver com a tal frase “atirem-nos aos tubarões” que em parte alguma está documentada e foi divulgado pelo jornal A Rua cujo autor seria Santana Mota correspondente em Portugal de O Estado de São Paulo. Onde e em que contexto surge essa frase ninguém sabe, nem ninguém demonstra ser da autoria de Mário Soares. Fica a citação também do Público;

De verificação ainda mais difícil é o suposto episódio em que Soares terá dito que a solução para os portugueses brancos de África passaria por atirá-los aos tubarões. A história surge num panfleto com um artigo supostamente publicado em 1977 no jornal A Rua em que se lê que o correspondente do jornal brasileiro O Estado de São Paulo em Lisboa teria escrito que “Mário Soares afirmou publicamente haver uma só solução para o destino dos portugueses brancos ultramarinos – atirá-los aos tubarões”. Só que não se encontra o dito artigo de Santana Mota, o correspondente brasileiro em Lisboa, desconhecendo-se as circunstâncias em que a suposta declaração teria sido produzida ou sequer o seu teor: teria um sentido literal ou seria uma força de expressão? Mais uma vez, e para além de imagens e artigos sem fonte que circulam em publicações saudosistas e de extrema-direita, não existem registos de que a afirmação alguma vez tenha sido feita. (Público 08/01/17).

 

Outro episódio seria a sugestão que os militares deveriam atirar sobre os Portugueses Brancos em África. O contexto é bem diferente é deixo também abaixo no artigo do Público.

 

A atribuição das supostas declarações sobre os portugueses em África também não sobrevive a uma verificação rigorosa. Lê-se nos comentários que, numa entrevista à alemã Der Spiegel, no ano de 1974, Soares teria sugerido abrir fogo sobre os colonos que não aceitassem o processo de independência dos territórios. A citação, no entanto, surge descontextualizada. Na entrevista à revista germânica, e questionado sobre se o exército português em Angola estaria preparado para suprimir uma eventual rebelião da população branca inspirada pelos acontecimentos na Rodésia, o que Soares responde é que o exército “não hesitará e não pode hesitar”. Na mesma conversa, porém, o socialista diz acreditar cada vez menos na eventualidade de uma “solução rodesiana” para Angola, minimizando o risco de uma ação armada por parte dos colonos. Em todo o caso, não existe uma citação direta a suportar a acusação que circula ainda hoje nas redes sociais. (Público 08/01/17).

Estes são os factos que explicam a origem das mentiras. Se alguém quiser continuar a manter este tipo de posicionamento deverá aprofundar as suas buscas e trazer à verdade suporte para o que escreve. Por outro lado deverá também procurar inteirar-se do que foi realmente a vida deste Homem, desde a prisão, deportação, luta e envolvimento em causas de defesa dos direitos humanos, fundação do Partido Socialista Português em solo Alemão, e as suas lutas depois do 25 de Abril.

segunda-feira, janeiro 02, 2017

Preparando 2017

Iniciei o ano ao mesmo tempo que nascia em mim uma gripe, julgo que foi em simultâneo. Dia um andei aproximadamente dezasseis quilómetros de bicicleta, mas o tempo estava frio, na casa dos 3º, embora agasalhado não deixei de senti-lo. Mal cheguei a casa tomei um banho quente e vesti-me adequadamente pelo que não vejo onde possa ter surgido esta gripe, provavelmente por contágio, enfim!
Hoje dia dois as previsões meteorológicas anunciavam chuva e vento, assim logo de manhã saí com os meus dois companheiros de quatro patas para que fizessem as suas necessidades fisiológicas, pois embora estejam num quintal, só em último caso fazem nesse espaço, preferem a voltinha higiénica da manhã, mas hoje foi mesmo só para a descarga, voltando de imediato para casa.
Tudo que tinha a fazer fora de casa fi-lo antes que a chuva chegasse, e ela como prometido por volta hora de almoço chegou, deixando o dia mais triste e sombrio, mas eu gosto de ouvir a chuva e noutros tempos até gostava de treinar à chuva.
Sentei-me no meu posto de trabalho a arrumar o computador e a proceder a um backup com a data de 31/12/2016, não vá o diabo tecê-las! Aproveitei o resto da manhã para arrumar fotos que tinha em várias pastas e assim ficar com o computador mais liberto e as fotos estarem no seu devido local.
Em termos de trabalho um dia sem grande história, mais para pensar em como me organizar e fazer com 2017 valha a pena. O telefone também me deu sossego apenas uma cliente a pedir um esclarecimento, mas tive o dia ocupado.
Na minha reorganização questiono se devo ter um horário afixado na porta do escritório ou se simplesmente o retiro e se estou ou não, há um contato afixado. Vamos ver o que decido nos próximos dias relativamente a esse ponto. Tenho outros projetos de indole pessoal que pretendo concretizar mas que ainda preciso amadurecer.